Bom, primeiro devemos considerar a diferença entre marketing do esporte e o marketing através do esporte, que são coisas diferentes. Um está ligado ao marketing de uma instituição esportiva no caso pode ser um clube, uma federação, etc. Por exemplo, o Flamengo utiliza as ferramentas de marketing para gerir sua organização que no caso é esportiva. O outro ponto é o de utilizar o esporte como plataforma de comunicação de uma organização. Um exemplo seria o do Banco do Brasil que investe no vôlei, utilizando-o como estratégia de marketing da organização.
Conhecendo a diferença entre os dois pontos, fica mais fácil continuar o raciocínio. Sendo assim, podemos ver que o patrocínio está para o marketing esportivo, assim como a publicidade está para o marketing tradicional. O conceito dos dois é deturpado, a partir do ponto que as pessoas começam a tratar o marketing tradicional apenas como propaganda, esquecendo das outras ferramentas de marketing. O fato é que o marketing é muito mais abrangente que a propaganda. Se falássemos uma linguagem matemática diríamos que o marketing tradicional é o conjunto, logo a propaganda é o subconjunto. Pois se pegarmos os 4 P’s do marketing tradicional, veremos que a propaganda se encaixa numa parte do 4º P, chamado de promoção, por coincidência no mesmo “P” do marketing esportivo.
O mesmo pensamento se aplica ao marketing esportivo, imaginemos o 4º P, o da promoção, lá encontramos: propaganda, ponto de venda, relações públicas, marketing cultural, marketing esportivo, etc. Agora vamos esquecer os outros pontos e se ater ao marketing esportivo, destrinchamos a ferramenta promocional e equiparamos a mesma ao marketing tradicional. Fazemos uma adaptação do tradicional para o esportivo e vemos estruturas semelhantes. O patrocínio ocupa uma parte de toda estrutura e não ela inteira, ou seja, um subconjunto do marketing esportivo. Dentro desses fatores, podemos colocar o patrocínio ao lado de outras ferramentas no campo do marketing esportivo, como o licenciamento, por exemplo.
Dessa forma, a deturpação desses conceitos, acaba atrapalhando a prática do marketing esportivo, pois acaba criando-se uma miopia dentro da área com o foco apenas no patrocínio e esquecendo das outras ferramentas que podem vir a serem utilizadas também. Se compararmos o marketing esportivo ao trabalho de um mecânico, seria algo como que se o mesmo apenas utilizasse a chave de fenda, ao invés de abrir a sua caixa de ferramentas e ver qual delas é mais propícia para resolver determinado problema. Portanto, os gestores da área não podem esquecer de abrir sua caixa de ferramentas e, dessa forma abrir os horizontes para tudo o que pode ser utilizado para gerar receita para o clube e/ou empresa.
Invasão de campo
Em seguida, Thiago Brasil, Diretor de Comunicação do IBME, presidiu a mesa de Debates que discutiu a “Gestão profissional do vôlei brasileiro”. Com o tema em alta, principalmente pela batalha que se formou entre as equipes e a Rede Globo (a respeito da citação ou não do nome das empresas patrocinadoras por parte da emissora), Rafael Plastina (Informídia), Renan Dal Zotto (Cimed) e Djalma Cardoso (Unesporte) tiveram muito o que falar durante as duas horas de debate. 
Pra finalizar o dia com chave de ouro, João Nilson Zunino, presidente do Avaí FC, apresentou o case do clube, com informações que foram desde o fundamento da equipe até o atual momento, com a conquista do acesso à Série A do Campeonato Brasileiro e o título de Campeão Catarinense de futebol, após um jejum de 12 anos sem levantar o troféu.