Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Marketing esportivo não é apenas patrocínio

No Brasil quando se pensa em marketing esportivo, logo se pensa em patrocínio. Fato que não deixa de estar certo, porém o grande erro é que as pessoas acabando confundindo e achando que marketing esportivo é igual a patrocínio. Sendo assim, se adaptarmos o marketing tradicional para o esportivo, podemos dizer que o patrocínio é uma ferramenta do marketing esportivo.

Bom, primeiro devemos considerar a diferença entre marketing do esporte e o marketing através do esporte, que são coisas diferentes. Um está ligado ao marketing de uma instituição esportiva no caso pode ser um clube, uma federação, etc. Por exemplo, o Flamengo utiliza as ferramentas de marketing para gerir sua organização que no caso é esportiva. O outro ponto é o de utilizar o esporte como plataforma de comunicação de uma organização. Um exemplo seria o do Banco do Brasil que investe no vôlei, utilizando-o como estratégia de marketing da organização.

Conhecendo a diferença entre os dois pontos, fica mais fácil continuar o raciocínio. Sendo assim, podemos ver que o patrocínio está para o marketing esportivo, assim como a publicidade está para o marketing tradicional. O conceito dos dois é deturpado, a partir do ponto que as pessoas começam a tratar o marketing tradicional apenas como propaganda, esquecendo das outras ferramentas de marketing. O fato é que o marketing é muito mais abrangente que a propaganda. Se falássemos uma linguagem matemática diríamos que o marketing tradicional é o conjunto, logo a propaganda é o subconjunto. Pois se pegarmos os 4 P’s do marketing tradicional, veremos que a propaganda se encaixa numa parte do 4º P, chamado de promoção, por coincidência no mesmo “P” do marketing esportivo.

O mesmo pensamento se aplica ao marketing esportivo, imaginemos o 4º P, o da promoção, lá encontramos: propaganda, ponto de venda, relações públicas, marketing cultural, marketing esportivo, etc. Agora vamos esquecer os outros pontos e se ater ao marketing esportivo, destrinchamos a ferramenta promocional e equiparamos a mesma ao marketing tradicional. Fazemos uma adaptação do tradicional para o esportivo e vemos estruturas semelhantes. O patrocínio ocupa uma parte de toda estrutura e não ela inteira, ou seja, um subconjunto do marketing esportivo. Dentro desses fatores, podemos colocar o patrocínio ao lado de outras ferramentas no campo do marketing esportivo, como o licenciamento, por exemplo.

Dessa forma, a deturpação desses conceitos, acaba atrapalhando a prática do marketing esportivo, pois acaba criando-se uma miopia dentro da área com o foco apenas no patrocínio e esquecendo das outras ferramentas que podem vir a serem utilizadas também. Se compararmos o marketing esportivo ao trabalho de um mecânico, seria algo como que se o mesmo apenas utilizasse a chave de fenda, ao invés de abrir a sua caixa de ferramentas e ver qual delas é mais propícia para resolver determinado problema. Portanto, os gestores da área não podem esquecer de abrir sua caixa de ferramentas e, dessa forma abrir os horizontes para tudo o que pode ser utilizado para gerar receita para o clube e/ou empresa.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Sport Track inicia processo de cotização 2009

A Sport Track, empresa especializada em pesquisa e inteligência no âmbito de marketing esportivo, dá início ao processo de cotização 2009, que ocorrerá entre o período de 01/julho a 30/setembro.

Já em sua 4ª edição, a pesquisa tem conseguido alcançar um dos seus principais objetivos iniciais, que é dar subsíduos para um acompanhamento contínuo das relações existentes entre esportes, patrocinadores e consumidores. Dentro do conteúdo, estão presentes assuntos como o perfil esportivo da população, esportes preferidos, atividades físicas praticadas no dia-a-dia, hábitos de consumo, “recall” de marcas e atletas, bem como atributos dos esportes e das marcas.

“Ser cotista é importante, pois o cliente terá dois benefícios fundamentais. Preço especial e perguntas exclusivas. Assim, a questão budget fica bem resolvida e o cliente ainda tem a condição de esclarecer, por meio das perguntas exclusivas, as principais dúvidas e questionamentos sobre a marca”, acrescenta Rafael Plastina, sócio-diretor da empresa.

No mercado desde 2006, a Sport Track atinge uma gama variada de clientes, dentre as quais destacam-se empresas patrocinadoras como a Penalty, Red Bull, Petrobras, LG, Samsung e Pirelli; clubes sociais e futebol como Esporte Clube Pinheiros e o São Paulo Futebol Clube, além das agências de publicidade e de marketing esportivo Leo Burnett, Dream Factory Sports, Latin Sports, Bravo Marketing Esportivo, Fragata Mkt, On Sports e Brunoro Sport Business.

Metodologia - Pesquisa realizada em regiões de grande fluxo, seguindo o Censo IBGE, com indivíduos acima de 16 anos. O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, sobre os resultados encontrados no total da amostra.

Atualmente, a pesquisa é realizada nos dois principais centros do país, São Paulo e Rio de Janeiro, havendo a perspectiva de um crescimento gradativo no decorrer dos anos até atingir uma amostra nacional do estudo.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Evolução

Outro dia estava me lembrando de alguns dos meus livros brasileiros de marketing esportivo, os mais antigos, ali por volta de 1998. Naquela época, o grande problema era a falta de calendário, regulamentos esdrúxulos, falta de planejamento, etc. O que realmente eles tinham enorme razão, pois trabalhar com marketing esportivo nessas condições é muito complicado. Não que hoje o cenário seja maravilhoso, porém em mais ou menos dez anos tivemos algumas boas mudanças que contribuíram muito com o desenvolvimento do esporte e consequentemente do marketing esportivo.

A grande questão é que agora os campeonatos brasileiros possuem datas definidas antecipadamente, devido a implementação do regulamento de pontos corridos. Com isso, pode-se passar para o investidor que o clube terá exposição até o final do ano, mesmo que não seja campeão. O sócio-torcedor, não precisa mais pagar a mensalidade e correr o risco de não assistir a nenhum jogo de seu clube.

Outro ponto importante é que agora quando um clube grande fica em último, ele tem que jogar a Série B, algo que não acontecia no passado. Ou seja, agora cumpre-se a risca o regulamento. Isso dá muito mais credibilidade ao campeonato, com isso o patrocinador pode ficar tranqüilo em seu investimento. Por conta disso, grandes clubes começaram a jogar a Série B, o que a tornou muito mais atrativa. Hoje joga-se em dias alternativos como terças e sextas, por causa da segunda divisão. A mesma está se fortalecendo cada vez mais, possui patrocinadores, direitos de TV são repassados aos clubes, entre outros fatores. A série B ganhou tanta importância que foi criada a Série C também com 20 clubes ao estilo das outras divisões, além da Série D que é hoje o que foi a C no passado. O regulamento da terceirona, ainda não é por pontos corridos. Os jogos devem ser transmitidos para a TV fechada em horários alternativos as Séries A e B.

O mercado esportivo vem ganhando força com tudo isso. O aumento no valor das cotas de patrocínio e os direitos de TV são provas que existe um bom produto. Os grandes clubes já começam a valorizar seu departamento de marketing e seu patrocinador já não mais uma mera marca na camisa. Mesmo sabendo que há muito que melhorar, pode-se notar uma evolução. E para se construir um prédio, primeiro se constrói a base. São com esse tipo de ações que formarão a base para se construir o prédio da excelência da gestão esportiva no Brasil.

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Dica de livro II

Invasão de campo

Adidas, Puma e os bastidores do esporte moderno
Barbara Smit

Três listras, dois irmãos, uma briga.

No início da década de 1920, os irmãos Adi e Rudolf Dassler inovaram ao criar uma fábrica de calçados destinados exclusivamente à prática de esportes. As dificuldades e traições mútuas vividas durante a Segunda Guerra na Alemanha acirraram a briga pelo controle da sociedade e levaram a uma separação drástica: nasciam a Adidas e a Puma, e o mundo dos esportes nunca mais seria o mesmo.
-Invasão de campo revela negociações escusas, casos surpreendentes (muitos dos quais apresentados pela primeira vez) e exemplos de lealdade e superação, bem como de tino empresarial.
-Expõe os bastidores de uma rede que envolve grandes jogadas de marketing, concorrentes de peso como Nike e Reebok, tramas políticas, cifras multibilionárias, inovações técnicas e celebridades internacionais – no processo de globalização do esporte.
- Uma leitura surpreendente, capaz de tirar o fôlego até dos melhores atletas.

E mais:
• Descubra o que era o Pacto Pelé.
• Saiba como Havelange, Beckenbauer e Beckham entram nessa história.
• Entenda a transformação das marcas esportivas em ícones da moda urbana.
• Conheça os conceitos por trás de grandes campanhas publicitárias como “Just do it” e “Impossible is nothing”.
• Acompanhe grandes jogadas dos bastidores da Fifa, das Copas do Mundo e das Olimpíadas.

“Uma narrativa de tirar o fôlego.” Financial Times

“Barbara Smit merece os maiores elogios.” Sunday Telegraph

“Grande entretenimento.” World Business

“Trabalho fascinante.” Daily Telegraph

Sobre a autora: Barbara Smit é jornalista e escreve sobre o mundo do big business para o Financial Times e o International Herald Tribune, entre outros. Durante cinco anos, percorreu diversos países para pesquisar a verdadeira história da Adidas e da Puma e realizar centenas de entrevistas. Nascida na Holanda, mora em Paris.

16x 23cm, 360
páginas R$ 49

EAN: 9788571109513
ISBN: 978-85-7110-951-3

Tradução: Cristiano Botafogo

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Dica de livro

MARKETING ESPORTIVO

Melissa Johnson e Jane Summers

O livro apresenta uma abordagem inovadora para o estudo de marketing em um contexto de esportes. Trata o marketing esportivo sob uma perspectiva estratégica e explora tanto o marketing esportivo como o marketing usando o esporte. A obra também inclui comentários e aspectos sociais do esporte que são muito importantes para aqueles que tratam com entidades públicas e fundações. A Parte 1, "Introdução ao marketing esportivo", apresenta aos alunos uma ampla perspectiva estratégica sobre o marketing esportivo. A Parte 2, "O ambiente esportivo", mostra um estudo sobre o papel do esporte na sociedade, uma discussão dirigida sobre as questões individuais relacionadas ao consumidor que precisam ser consideradas no marketing esportivo, uma análise dos ambientes de marketing esportivo e uma explicação de como entender e coletar informações a respeito deles. A Parte 3, "Marketing esportivo", expõe uma análise dos quatros Ps em relação ao marketing esportivo estratégico. A Parte 4, "O marketing usando o esporte", estuda o uso do esporte como ferramenta de marketing estratégico em organizações não-esportivas e a subseqüente alavancagem do esporte na estratégia geral de marketing. A última parte, "Questões contemporâneas", analisa as questões contemporâneas e globais do marketing esportivo antes de concluir com uma previsão do futuro do esporte e do marketing esportivo.

ISBN: 8522105774
ISBN13: 9788522105779
Categoria: Marketing e Comunicação

Copyright: 2007

Número de páginas: 448

Preço: R$ 79,90

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

IBME promove III Encontro Nacional de Marketing Esportivo

O Instituto Brasileiro de Marketing Esportivo realizou na última semana o III Nacional de Marketing Esportivo. O evento aconteceu durante o 8º Fórum Internacional dos Esportes, promovido pela UNESPORTE, em Florianópolis-SC, no dia 28 de maio, quinta-feira.

A primeira palestra do dia foi ministrada pelos proprietários da GolStore!, Thiago Mansur e Patrick Schreiber, que apresentaram a empresa que administra as lojas e o licenciamento de vários clubes de futebol do Brasil. A palestra foi presidida por Rafael Zanette, Vice-Presidente do Instituto e contou com a participação de mais de 60 pessoas.

Em seguida, Thiago Brasil, Diretor de Comunicação do IBME, presidiu a mesa de Debates que discutiu a “Gestão profissional do vôlei brasileiro”. Com o tema em alta, principalmente pela batalha que se formou entre as equipes e a Rede Globo (a respeito da citação ou não do nome das empresas patrocinadoras por parte da emissora), Rafael Plastina (Informídia), Renan Dal Zotto (Cimed) e Djalma Cardoso (Unesporte) tiveram muito o que falar durante as duas horas de debate.


O assunto sobre o voleibol brasileiro estava tão interessante que não houve tempo para o intervalo de uma hora previsto na programação e, logo após o debate, Erich Beting, jornalista (BandSports) e empresário (Máquina do Esporte), entrou em cena com a palestra “Um panorama da Alemanha, África do Sul e perspectivas para Brasil 2014”. A apresentação durou cerca de uma hora e meia e também foi muito bem recebida pelos participantes.


Pra finalizar o dia com chave de ouro, João Nilson Zunino, presidente do Avaí FC, apresentou o case do clube, com informações que foram desde o fundamento da equipe até o atual momento, com a conquista do acesso à Série A do Campeonato Brasileiro e o título de Campeão Catarinense de futebol, após um jejum de 12 anos sem levantar o troféu.

O IBME agradece a todos que participaram do Encontro e espera poder realizar outro evento do mesmo nível ainda este ano, no segundo semestre.


Assessoria de Imprensa
Instituto Brasileiro de Marketing Esportivo

Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

3º ENCONTRO NACIONAL DE MARKETING ESPORTIVO

O IBME, em parceria com a UNESPORTE, está organizando o 3º Encontro Nacional de Marketing Esportivo. O evento acontecerá paralelamente ao 8º Forum Internacional de Esportes. O Encontro será realizado no dia 28/05/09 no Centro de Convenções em Florianópolis.

As inscrições podem ser realizadas pelo site: http://www.unesporte.org.br

Abaixo segue programação do evento:

3º ENCONTRO NACIONAL DE MARKETING ESPORTIVO
Coordenação: Thiago Mansur (Instituto Brasileiro de Marketing Esportivo – IBME)

28 de maio (quinta-feira) das 13h30 às 20h30

13h30 às 15h – Palestra 1: Licenciamento de marcas esportivas Palestrante: Marcos Bandeira (Warner Bros)

Presidente da mesa: Rafael Zanette - IBME

15h às 16h30 – Mesa de debates: Gestão profissional no vôlei brasileiro
Debatedores convidados: Renan Dal Zotto (Cimed) (SC), Rafael Plastina (Informídia) (SP), Djalma Cardoso (Unesporte) (SC)

Presidente da mesa: Nicolas Caballero, Estácio de Sá-SC

16h30 às 17h30 – Intervalo

17h30 às 19h – Palestra 2: Copa do Mundo: Um panorama da Alemanha, África do Sul e perspectivas para Brasil 2014

Palestrante: Erich Beting (Máquina do Esporte)

Presidente da Mesa: Joceli de Souza, SOL-SC

19h às 20h30 – Mesa de debates: Gestão profissional no Futebol Catarinense: Case Avaí F.C. e Copa 2014
Debatedores convidados:

João Nilson Zunino (Presidente do Avai Futebol Clube) (SC)
Joceli de Souza, SOL-SC
Delfim Pádua Peixoto Filho, FCF

Presidente da mesa: Thiago Mansur - IBME